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Blog de Moda, verão 2008

09/04/2008 13:04

Um obsessivo "no logo" por trabalho



Gustavo Lins é um arquiteto mineiro de múltiplos talentos que ganhou o mundo da moda e fincou pé no coração da alta costura: Paris. Depois de anos de um trabalho incessante e sem parar como modelista para grandes marcas e "cientista" de formas e costura em sua casa, ele lançou a sua própria marca e tem muito planos pela frente. A mediação ficou com a jornalista - e fofa - Mônica Waldvogel.

"Comecei como modelista, coisa que aprendi sozinho, estudando por conta própria, fazendo a ponte entre estilistas e costureiras, quase um trabalho de diplomacia. Depois passei a fazer o que chamo de artesanato de luxo, peças feitas à mão, para algumas pessoas.

A minha fragilidade e a minha sensibilidade me deram uma segurança enorme, junto com o reflexo e a rapidez da miscigenação que o brasileiro tem".

A marca Gustavo Lins
Como único brasileiro a integrar o line up da semana de alta costura de Paris, ele contou o que pretende oferecer ao mercado francês - e ao mundo.

"Quero oferecer ao mercado francês o meu corte, que é muito particular. Eu parti da mistura do quimono com a alfaiataria, de duas telas, de gêneros, de materiais, como seda e couro.

Minha preocupação era fazer moda enquanto arquiteto. Tem uma frase que eu ouvi e que me marcou muito, que é 'a moda não é arte, mas tem que ser artista para fazer um vestido'.

Parti de uma pesquisa de mercado que realizei, com as pessoas e departamentos com os quais trabalhava, e achei um nicho de mercado, que é a parcela da população que quer usar uma roupa bem feita, exclusiva, mas sem uma marca explícita, que a marca seja a própria peça, 'no logo'.

E assim é a marca Gustavo Lins, distribuída na Europa, EUA, Japão. Marca com DNA cosmopolita, com predisposição global, mesmo tendo sido criada na França.

Os preços são elevadíssimo, eu reconheço. É frabricação francesa, em pequena escala, um produto de luxo. São poucas peças por coleção e um vestido pode custar 3 mil, 6 mil euros. O critério e a exigência são os mesmos das grandes maisons que trabalhei.

E essas coisas todas são exigências do mercado, eu tenho que seguir essas coisas para existir.

Crescimento



"Com meu orçamento eu mesmo não poderia vestir minhas roupas se tivesse que comprar, nem as pessoas ao meu redor. Por isso tenho vontade de abrir uma marca com produção maior, mais acessível. Acho que estou pronto para isso, gostaria muito de expandir a atividade, mas preciso abrir mão de algumas funções de administração, já que controlo tudo da minha marca, para isso."

Mônica perguntou se ele toparia se associar para isso, e ele disse não ver problemas nessa opção. Nem nós!
enviada por Lucasof






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Ligia Helena, Mayara Geraldini e Juliana Arruda

Ligia Helena, Mayara Geraldini
e Juliana Arruda

são jornalistas, logo, curiosas. Não entendem grandes coisas sobre moda, mas querem sempre saber o que acontece no mundinho. Como qualquer leigo, adoram dar palpites. E é isso que elas vão fazer por aqui: descobrir e contar o que acontece no mundo da moda e palpitar muito.

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